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DOA A QUEM DOER DR ALDO AMBRÓZIO TEM TODA RAZÃO EM SUAS ARGUMENTAÇÕES. O CONCEITUADO PSICANALISTA, DOUTOR EM PSICOLOGIA CLÍNICA-PUC -SP, TEÓRICO ENTRE OUTROS CAMPOS - PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO,FALA SOBRE CINEMA E SUAS RELAÇÕES COM POLÍTICA E PSICANALISE.RECENTEMENTE OFERECEU CURSO SOBRE OBRAS DO CINEASTA FRANÇOIS OZON JUNTO COM A COLEGA DAUFPR- PRISCILA P. VIEIRA NO SESC .
O PROFESSOR TEM INÚMERAS CONSIDERAÇÕES SOBRE CINEMA E PSICANÁLISE.
ESTA PEQUENA CRÔNICA , ENSAIO CAUSOU ALGUNS QUESTIONAMENTOS ENTRE TEÓRICOS ISOLADOS DO MUNDO E PRESOS NA BOLHA TEÓRICA
Walter Salles e toda a equipe merecem esse prêmio.
Ele soube - com a sutileza do artista que é - dar um murro sublime no fascismo em ascensão na geopolítica mundial.
Aproximou o público do horror de um regime autocrático (sequestro, tortura e ocultação de cadáveres) contudo, não despertou o medo e a desesperança, muito pelo contrário, inspirou um afeto démodé em tempos neoliberais, no caso, fez o público sentir o grande sentimento da compaixão.
Não sei se Walter Salles é leitor de Espinosa, agora, aprendeu como poucos uma das principais lições da Ética: os afetos tristes despertados pelos regimes políticos ditatoriais só podem ser curados/combatidos com um mais intenso e direcionado em sentido contrário!
O horror da ditadura civil-militar-empresarial brasileira foi combatido com a sutileza poética da história de luta de uma mulher para que o Estado brasileiro reconhecesse a responsabilidade pelo rápido, tortura, assassinato e ocultação do cadáver de seu marido.
Nesta tragédia brasileira - porém universalizada pela precarização acelerada das condições materiais de vida dos terráqueos - conduzida pela delicadeza poética de Salles, Antígona derrotou o Tirano Creonte.
Tomara que ela inspire a derrota de seus sucessores mundo afora antes que a chama das luzes se apague pelo crescimento exponencial da ignorância, brutalidade e selvageria da retórica do ódio disseminada nas denominadas “redes sociais”.
É um filme sobre o Brasil dos anos 1970, mesmo assim, produz uma catarse coletiva em um mundo de deportações e migrações em massa, destruição de territórios por motivos fúteis e produção de uma insensibilidade social sem precedentes pelos que são deixados à margem do gozo perverso de uma pequena parcela do globo que prefere sonhar com a colonização de Marte do que com a reparação do único planeta habitável para a forma de vida que ainda denominamos humana.
Mil vivas a Walter Salles, Fernanda Torres e a imortal Fernanda Montenegro.
Ainda Estou Aqui entrou na História assim como o gesto solitário de Getúlio Vargas ao retirar a própria vida para denunciar o imperialismo estadunidense.
Aldo Ambrózio:Aldo Ambrózio is a notable figure in the academic and professional fields of psychology and education in Brazil. He holds a postdoctoral degree in Cultural History from the Institute of Philosophy and Human Sciences at the State University of Campinas (UNICAMP), where he focused on Gender, Subjectivities, Material Culture, and Cartographies. He also has a doctorate in Clinical Psychology from the Pontifical Catholic University of São Paulo (PUC-SP) and a master's degree in Administration from the Federal University of Espírito Santo (UFES).
Professionally, Aldo has served as a substitute professor in the areas of Social and Educational Psychology at the Federal University of São Carlos (UFSCar) and has worked as a psychoanalyst at the SEDES Sapientiae Institute. His research interests include the processes of subjectivation, educat
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