Vieste vestida da dor , mas acalmaste e a domesticasse-a, eras um sol nascente como os cajus teus
Raios de sol peneraram sobre ti como os abacates, jambos e mangas , cajus dos cheitros de tua terra
Foste amiga entre o prato a mesa, e o saber
Soubeste dar o riso como o pão que liberta com teu riso marcado de sabor de humano
Agora segue para o além de ti, libertas da carcaça que te envolvia
Amiga, Amiga, não nos deixastes,estás conosco e teu sol , riso reviram-se nas flores , frutas e frutos
Não fotografei tua derradeira face, o sol também ñão, mas a fome recebeu com passa de cajus e caatingas também fizeram- se mornas ou frias nas madrugadas dos sertões teus
Vai amiga mas não te mirarei com a máscara que a vida te decalcou por último.
Assim:
A tentativa de espanar a dor é petrea ou
De empatar o que não se pode é verdadeira
PAULO VASCONCELOS
AINDA POR CAMILO SOARES- FILHO DE NANCI LOURENÇO SOARES:
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